sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Modernidade x Antiguidade

Hoje eu estava tomando café em um restaurante, olhei para a mesa ao lado e vi a seguinte cena:

                   

Um menino de uns 10 anos com os olhos vidrados em um joguinho qualquer do celular, mais ou menos como esse da foto. E ele estava tão hipnotizado por aquele jogo que chegou a dar um grito de comemoração em um certo momento, esquecendo-se completamente onde estava. Os pais, por outro lado, conversavam animadamente. Em outras ocasiões já vi a criança jogando e os pais entediados, sem assunto, às vezes até conectados também, cada um em seu tablet. Mas a cena de hoje me fez pensar no porque desta criança não estar inserida na conversa dos pais...
Quando eu era criança (já faz um tempinho, rsrs) me lembro que gostava muito de prestar atenção no que eles conversavam, eu aprendia muitas coisas! E quando eu podia opinar então, achava o máximo. Quando meus tios se reuniam na casa de meus avós e depois do almoço conversavam e riam juntos ,eu gostava de estar presente (lógico que depois de ter brincado muito com meus primos e irmãos).
E hoje, vendo aquela criança distante de seus pais, mesmo estando sentado na mesma mesa, me entristeci ao pensar na realidade das famílias de hoje. Você deve estar se perguntando se eu nunca fiz isso em um restaurante, dar o tablet para minha filha se distrair para que ela ficasse quietinha. É claro que já fiz isso, porém com moderação, depois que ela comesse tudo e enquanto eu e meu esposo acabávamos de comer. Mas na hora da sobremesa, a diversão de comer um sorvete juntos não podia ser deixada de lado por um jogo. E no carro? Quantas vezes permiti que minha filha jogasse em uma viagem ou outra... mas ultimamente tenho obrigado ela a olhar através da janela, buscar coisas novas, aprender que existe mais do que uma tela de celular. Se ela reclama? MUITO! Mas eu não ligo não. Continuo firme buscando dar equilíbrio à vida dela.
E é exatamente isso que tenho notado nas famílias de hoje: falta de equilíbrio. Amor de menos, internet de mais. União de menos, facebook de mais. Respeito de menos, televisão de mais. As pessoas estão desequilibradas e pendendo para um lado perigoso, virando escravas de uma tela (seja de TV, celular, tablet, notebook). CUIDADO! Isto pode aparentemente acalmar seu filho em determinadas situações em que você precisa que ele fique quietinho, eu concordo. Mas não o tempo todo. Outro dia, porque eu obriguei minha filha a ficar olhando pela janela do carro enquanto íamos a algum lugar, de repente ela deu um gritinho de surpresa e alegria quando avistou um arco-íris no céu. Sabemos que hoje em dia isso não acontece toda hora. A felicidade dela foi contagiante! Momentos assim não tem preço e não podem ser proporcionados por um jogo de video game nem por um desenho animado. 
Preste atenção em seus filhos e no que tem ensinado a eles. Não ande de acordo com este mundo, mas cuide de sua família, dirija os olhos de seus filhos para o que existe de belo, enquanto você ainda pode ensiná-los. Senão chegará uma hora em que eles terão que andar sozinhos e sua perspectiva de vida será resumida somente ao que um jogo ou programa de televisão pôde oferecer a eles. E isso é triste demais.

Esse sorriso diante de coisas tão simples - não tem preço!




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