segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Proteja seu filho



No início do ano saí com a missão de achar uma escola para minha filha (é a primeira vez que ela ia estudar, imagina a responsabilidade, minha bebê virando uma mocinha!). Fui em umas duas escolas que me indicaram, na primeira fui super bem atendida, a orientadora me explicou todo o currículo, o que seria desenvolvido nesta faixa etária, pois além da pré-alfabetização as crianças hoje em dia já são apresentadas ao idioma inglês, à informática, aprendem noções de música, enfim, uma série de coisas que cooperam para o desenvolvimento global de nossos filhos. Na segunda escola, parece que a mulher estava com pressa em me atender, explicando tudo muito rápido, querendo terminar logo. Mas na terceira ( por sinal a mais cara de todas), cheguei perguntando informações a respeito de matrícula para minha filha (que estava comigo) e a moça logo pegou a tabela de preços e começou a falar. Vou dizer com sinceridade, aquilo me indignou. Sabe porque? Porque minha filha não é uma mercadoria a ser negociada, não é um empecilho para mim que eu estou querendo me livrar assim que achasse uma escola que "coubesse no meu bolso". É claro que o valor importa, é um item a ser avaliado, mas não é o mais importante. Porque depois de avaliar o que a escola tem a oferecer e de que forma eles vão contribuir com o desenvolvimento da minha filha, aí sim eu avalio se posso pagar por aquele serviço.
Perguntei a ela se ela não iria me mostrar as depêndencias da escola (e todo o resto, eu esperava) e ela se limitou a dizer que se eu quisesse isso teria que agendar um dia. Pensei comigo: será que tratam as crianças com esse mesmo desdém? Não é o problema de agendar uma visita à escola, mas a forma que isso é dito, a importância que é dada à criança em si. Afinal, ela passará metade do dia ali, convivendo com pessoas, a princípio desconhecidas, que tem por obrigação oferecer algo a mais além da tabela de preço.
Se não tratarmos nossos filhos com o respeito e cuidado com que devem ser tratados, tampouco eles saberão exigir isso para eles mesmos em suas vidas, em suas relações escolares, profissionais e afetivas. Uma coisa que sempre digo à minha filha é que ela é preciosa para Deus e para seus pais. É uma forma de ensiná-la a se valorizar e não aceitar ser tratada como mais uma. E este tipo de ensinamento tem que começar na escola, criando crianças conscientes de seu valor e do valor de todo ser humano que existe neste mundo.
Mães, pais, tios, tias e qualquer um que leu este post e se interessa por uma educação melhor de nossas crianças, só queria desabafar e tentar conscientizar a tantos quantos possível da importância da forma como tratamos e da forma como deixamos os outros tratarem nossos filhos. 

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